Casos de conjuntivite são comuns no outono

Postado dia 19 de março de 2018
por Clínica Canto
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Ambientes mais fechados e falta de ventilação favorecem a contaminação

O outono está começando. Com ele, a proliferação de microorganismos, por causa das folhas caídas, aliada a ambientes mais fechados devido às quedas nas temperaturas, trazem o aumento dos casos de conjuntivites. “A falta de ventilação nos ambientes e a aglomeração das pessoas provocam uma maior quantidade de componentes no ar, ocasionando sensibilidade nos olhos. E isso facilita a transmissão de doenças”, explica o oftalmologista Marco Canto, diretor da Clínica Canto.

A conjuntivite infecciosa é causada por vírus ou bactérias que provocam a inflamação da conjuntiva, membrana que reveste a parte branca do olho e a superfície interna das pálpebras. Os sintomas costumam incluir coceira, lacrimejamento, olhos vermelhos, secreção e sensibilidade à luz. “Na conjuntivite bacteriana, os olhos ficam vermelhos, congestionados, com secreção purulenta (aspecto amarelado, grosso) que gruda nos cílios, sem lesões corneanas em geral”, conta Ana Paula Canto, oftalmologista da Clínica Canto. Já na conjuntivite viral, há muita sensibilidade à luz, lacrimejamento, olhos vermelhos e inchados, podendo haver lesão corneana. “Esse tipo de conjuntivite pode deixar mais sequelas e o tratamento leva muito mais tempo”, acrescenta.

Pacientes que sofrem com rinite, tosse alérgica, asma ou dermatites costumam ter a conjuntivite alérgica. “Nesse caso, ela é provocada por uma hipersensibilidade a um antígeno, que é toda substância estranha ao organismo. E os antígenos podem ser qualquer coisa, desde poeira e ácaros a componentes de plantas”, observa Geraldo Canto, oftalmologista da Clínica Canto. A conjuntivite alérgica não é transmissível como as conjuntivites bacteriana ou viral, quando é recomendado não frequentar lugares públicos, não compartilhar objetos pessoais como toalhas, fronhas e maquiagens e evitar cumprimentar pessoas, além de sempre lavar bem as mãos.

O tratamento é feito com colírios, que devem ser recomendados por um médico oftalmologista. “Nenhum colírio deve ser utilizado sem orientação médica, principalmente corticoides, que podem ter como efeito colateral o aumento da pressão ocular e o desenvolvimento de catarata”, ressaltam os oftalmologistas. Para aliviar o desconforto e a coceira, a orientação é fazer compressas geladas, descartando a gaze ou algodão no lixo logo após o uso, para evitar a contaminação. “Em hipótese alguma o paciente deve coçar os olhos, pois isso pode machucar ou causar deformidades na córnea, que é a lente transparente na frente do olho”, alertam.

Prevenção da conjuntivite

Para evitar a contaminação e transmissão da doença, os oftalmologistas orientam sobre os cuidados possíveis no dia a dia.

- Mantenha a casa limpa e arejada. Para isso, procure usar aspirador de pó em vez de vassouras e utilize um pano úmido para retirar o pó;

- Procure lavar com mais frequência casacos, roupas, lençóis, travesseiros, almofadas, cortinas e tapetes, principalmente, aqueles que ficaram guardados no armário por muito tempo;

- Faça uma limpeza semanal em aparelhos de ar-condicionado e aquecedores;

- Tente evitar ambientes com muita poeira ou fumaça;

- As pessoas alérgicas devem tentar evitar a causa das alergias, que podem ser o contato com uma planta, poeira, algum produto de limpeza, cremes, entre outras substâncias;

- Evite contato com pessoas que estejam com conjuntivite;

- Caso você esteja com conjuntivite não compartilhe fronhas e toalhas de rosto. Não cumprimente as pessoas com beijo, abraços ou apertos de mão enquanto estiver com a doença;

- Lave sempre bem as mãos;

- Não coce ou leve as mãos nos olhos.

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