Catarata não tem recidiva

Postado dia 25 de março de 2016
por Clínica Canto
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Descubra os sintomas e o tratamento da doença que atinge 90% da população com mais de 80 anos.

Mais da metade das pessoas que passaram dos 60 anos de idade apresenta pelo menos um início de catarata. Nem todo mundo, porém, precisa passar pela cirurgia tão cedo. Quando a lente natural do olho, o cristalino, perde a transparência, fica acinzentado, opaco, atrapalhando a visão e, principalmente, prejudicando as atividades diárias, só então é preciso começar a discutir sobre a possibilidade de cirurgia.

Embora a retirada do cristalino sujo, e a troca pela lente intraocular, traga benefícios para o paciente, não se trata de uma doença irreversível ou que tenha um risco de morte ao idoso. Adiar o procedimento cirúrgico por dois a cinco anos não há qualquer problema ou risco, de acordo com os especialistas, pois as cirurgias estão bem avançadas e garantem resultados positivos na maioria dos casos. No entanto, esperar além desse tempo não é aconselhável.

Quanto mais o tempo passa, mais a catarata “amadurece”, ficando mais rígida, dura e muito esbranquiçada. A recuperação pós-cirurgia pode ser mais difícil em uma pessoa mais velha, e o resultado pode também não ser o mesmo do que o alcançado por aquela feita mais cedo.

Ela voltou?

Cataratas não retornam. A nova lente implantada no lugar do cristalino tem uma vida útil centenária, além de ser um objeto artificial, de forma que a doença não tem como aparecer novamente.

Há, no entanto, outras doenças com sintomas que se confundem aos da catarata, como a cicatrização atrás da lente, no saco capsular. Essa cicatriz pode deixar a visão mais embaçada de seis meses a um ano depois da cirurgia da catarata, e um procedimento a laser no consultório do médico pode resolver esta situação sem maiores problemas.

O pterígio, uma membrana que se forma na frente do olho, é outra doença que confunde bastante. Aparece principalmente em surfistas e em pessoas que moram em cidades litorâneas, e surge devido à exposição excessiva ao sol. A catarata não é visível a olho nu.

No caso da degeneração da mácula, comum na terceira idade, a visão da leitura, dos detalhes, se perde. A doença tem tratamento em algumas formas, mas não todas, por isso é importante o diagnóstico correto.

Olho sujo
Sentir que há uma “sujeira” no olho é o primeiro sinal da catarata. O idoso sente como se os olhos estivessem com uma camada de gordura, como se a visão estivesse um tanto embaçada, ou os óculos levemente riscados e sujos. As cores perdem um pouco da vivacidade e o período da noite é quando mais percebem a diferença, na hora da leitura ou dirigindo.

Sem olho vermelho
Na pessoa com catarata, o olho não fica vermelho, não há manchas específicas na visão, e nem se trata de uma perda localizada, mas de uma perda difusa e sutil.

 

Estatísticas  
75% das pessoas acima de 75 anos de idade apresentam uma catarata que poderia ser operada. Aos 80 anos, a prevalência da doença chega a 90% da população, segundo uma média mundial.

   
 
Fontes: Hamilton Moreira, oftalmologista especialista em catarata do Hospital de Olhos do Paraná e Geraldo Canto, oftalmologista especialista em cirurgia de córnea e catarata da Clínica Canto Oftalmologia.



Essa matéria foi publicada na Gazeta do Povo e você pode conferir ela na íntegra AQUI.




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