Dra. Ana Paula Canto orienta sobre a prevenção da conjuntivite em casos de surtos

Postado dia 26 de janeiro de 2018
por Clínica Canto
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No verão, são comuns surtos de conjuntivite em cidades turísticas por causa da aglomeração de pessoas. Em uma entrevista para TV Evangelizar, a oftalmologista Ana Paula Canto explicou mais sobre prevenção e tratamento da doença

Na Região Centro-Oeste do Brasil, várias cidades sofrem com surto de conjuntivite. No município de Caldas Novas, que fica em Goiás, foram registrados 500 casos da doença em dez dias. A conjuntivite é caracterizada pela dor, coceira, irritação nos olhos e também secreção e dura por volta de dez dias.

Sobre esse assunto, o repórter Murilo Barbosa, da TV Evangelizar, conversou com a oftalmologista, Ana Paula Canto. 



Murilo Barbosa: Quais são as principais causas da conjuntivite?

Ana Paula Canto: A conjuntivite pode ser viral, bacteriana ou alérgica. Neste surto em Goiás, provavelmente, é de causa viral ou bacteriana, uma vez que é transmissível. A alérgica costuma afetar pessoas que têm rinite ou têm alergia e não transmite para outras pessoas.

Murilo Barbosa: Caldas Novas, por exemplo, é uma cidade turística e concentra várias pessoas. Isso talvez seja um fator que contribui para essa transmissão?

Ana Paula Canto: Exato. O contato com as pessoas que estão com os sintomas pode transmitir a conjuntivite. Então, é ideal que essas pessoas não frequentem lugares públicos, não tenham contato com outras pessoas com aperto de mão e abraços e não toquem em objetos compartilhados com outras pessoas para não transmitir conjuntivite.

Murilo Barbosa: A conjuntivite é uma inflamação?

Ana Paula Canto: Ela é uma inflamção da conjuntiva, uma infecção viral ou bacteriana, que causa lacrimejamento, secreção, sensação de areia nos olhos e sensibilidade à luz.

Murilo Barbosa: Se a pessoa apresentar esses sintomas, qual é a melhor indicação: ficar em casa ou tem alguma coisa que ela possa fazer para aliviar os sintomas?

Ana Paula Canto: Automedicar-se nunca é o ideal. O ideal é que ela procure um oftalmologista para que seja diagnosticado se é viral ou bacteriana. O que a pessoa pode fazer em casa para aliviar os sintomas, é compressa com água gelada, usando o gaze ou algodão e, logo em seguida, descartando esses materiais no lixo.

Murilo Barbosa: E quais são as melhores formas de prevenir tanto o contágio quanto a transmissão da conjuntivite?

Ana Paula Canto: Não levar a mão aos olhos, sempre estar lavando as mãos, higienizando com álcool também. Não compartilhar o travesseiro, a toalha de banho e a toalha de rosto e não cumprimentar as pessoas com beijo, abraço ou aperto de mão em caso de estar sentindo algum desses sintomas.


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