No Dia da Infância é fundamental lembrar a importância da saúde ocular

Postado dia 07 de agosto de 2017
por Clínica Canto
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Comemorada em 24 de agosto, a data busca promover a conscientização sobre os direitos fundamentais das crianças


No dia 24 de agosto é comemorado o Dia da Infância. A data foi instituída pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para refletir sobre os direitos fundamentais das crianças. A saúde ocular é um desses direitos, mas de acordo com um levantamento do Conselho de Oftalmologia, realizado em 2015, no Brasil existem 29 mil crianças cegas, devido às doenças oculares, que poderiam não ter perdido a visão se tivessem sido tratadas precocemente.  

 Segundo a oftalmologista Ana Paula Canto, da Clínica Canto, os cuidados com os olhos devem iniciar ainda na maternidade, com o teste do olhinho. “Depois, as avaliações devem ser semestrais até os dois anos e idade. Após esse período, devem ser realizadas consultas anuais ou a cada dois anos”, orienta.

O desenvolvimento da visão da criança ocorre até os sete anos de idade. Mas, caso exista algum problema que não seja corrigido com óculos, a visão pode não se desenvolver 100%, ocasionando a ambliopia, conhecida popularmente como olho preguiçoso. “É preciso ter muita atenção, pois, algumas vezes, apenas um dos olhos pode ter um grau mais elevado e o outro enxergar bem, e isso pode passar despercebido pelos pais”, alerta a oftalmologista.

 Os problemas oculares mais comuns na infância são a hipermetropia, astigmatismo, miopia e estrabismo. A oftalmologista explica que os sintomas mais comuns geralmente são ardência, lacrimejamento, piscar em excesso, dores de cabeça, coceira nos olhos e dificuldade na escola. “Algumas crianças que não enxergam bem têm dificuldades na alfabetização, não têm um bom desempenho escolar e podem ter diagnóstico de déficit de atenção. Quando algo assim aparecer, os pais devem marcar uma consulta com um oftalmologista”, afirma.

O uso de óculos não tem idade mínima para ser recomendado. “Bebês que possuem alto grau ou tenham realizado cirurgia de catarata congênita podem usar óculos desde o diagnóstico. Por exemplo, uma criança de um ano e meio não conseguia andar direito e vivia se batendo nos móveis. Ao realizar os exames, percebemos que ela tinha sete graus de hipermetropia e, após iniciar o uso de óculos, apresentou melhor desenvolvimento”, conta Ana Paula Canto.

 Mas, as consultas regulares ao oftalmologista não são apenas para verificar se a criança precisa usar óculos. Os exames específicos realizados durante a avaliação também são fundamentais para descobrir doenças mais sérias. “Ainda quando a criança é bebê, já é possível diagnosticar se há, por exemplo, catarata e glaucoma congênitos. Um pouco mais tarde, o retinoblastoma, um tumor maligno que pode causar a morte ou grande dificuldade de enxergar, pois não permite o desenvolvimento da visão”, revela a médica.

Apesar da gravidade de algumas dessas doenças, é justamente o acompanhamento regular que ajuda a evitar consequências como a cegueira. “Grande parte das doenças, quando descobertas precocemente, podem ser tratados ou prevenidas com a orientação de um oftalmologista. Por isso, é fundamental sempre realizar avaliações regulares”, salienta Ana Paula Canto.


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