Dr. Geraldo explica sobre a conjuntivite na Paraná Educativa

Postado dia 24 de julho de 2018
por Clínica Canto
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O oftalmologista falou sobre o que é a doença e as formas de prevenção

No inverno, os casos de conjuntivite são mais comuns. O Dr. Geraldo Canto explicou mais sobre a doença em entrevista para o programa Mais Saúde, da TV Paraná Educativa.




Quem já teve conjuntivite, sabe! Essa doença é bastante incômoda, os olhos ficam vermelhos, coçando e com bastante secreção. Se a doença não for tratada corretamente, pode até mesmo afetar a nossa visão. Por isso, é bom sempre ficar atento.

“Acordei pela manhã, um dia, com a vista direita um pouco irritada. Acreditei que não era nada, passei um colírio e fui trabalhar. No trabalho, continuei com desconforto a manhã inteira. Voltei para casa e resolvi no outro dia ir ao médico para ver o que estava acontecendo. Ele constatou que era conjuntivite viral, já me afastou do trabalho pelo risco de contágio. Primeiramente, peguei numa vista. Depois, peguei na outra. A conjuntivite viral transmite através de um vírus e tem casos em que você fica cinco dias em casa e pode chegar até 20 dias. Para o tratamento, precisei fazer compressa com soro fisiológico e gelo para acabar com os inchaço dos olhos. É bem chato, o olho fica inflamado, tem secreçã, incomoda e coça. A higiene pessoal é importante também, você precisa estar com as mãos limpas, passando álcool, abrindo as janelas para arejar o ambiente e o virus não ficar dentro de casa, trocar fronha, trocar diariamente toalha para evitar o contágio”, conta Tato Muller

"A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, que é uma capa que cobre o olho, aquela parte branca. Como se fosse um lençol que vai sobre a cama, a conjuntiva cobre o olho. Ela é cheia de vasinhos, mas, no geral, é um tecido transparente. Pode ocorrer uma inflamação nesse tecido, que chamamos de conjuntivite. A doença tem três principais causas. Pode ser por uma irritação, por exemplo, se cair areia nos olhos, entrar um cisco nos olhos, o olho fica vermelho e ocorre uma conjuntivite por uma irritação ocular. Pode ocorrer, também, por uma alergia. Isso é muito comum no inverno, em que a gente tira os cobertores, os casacos dos armários que podem provocar reações alérgicas. A conjuntivite alérgica também é muito comum em quem tem rinite. O terceiro tipo, que é o mais tenebroso, muitas vezes, é a conjuntivite infecciosa, que ocorre por uma infecção, seja por uma bactéria, que é menos comum, ou o agente mais comum que é um vírus. Existem vários vírus que transmitem essa conjuntivite, são mais de 50. Então, muitas vezes a pessoa pode já ter tido uma conjuntivite infecciosa, passar um tempo e voltar a ter uma nova conjuntivite. A conjuntivite infecciosa, principalmente a causada por vírus, pode, às vezes, ser algo simples e em cinco ou três dias, o olho já ficar clarinho novamente e passar os sintomas. Mas, muitas vezes, ela pode ser desastrosa, em termos de sintomas, porque deixa o paciente com olho vermelho e irritado, com sensação de areia e, até mesmo, com a visão embaçada, podendo gerar cicatrizes na córnea em casos mais avançados. Ela costuma durar de sete a 14 dias e esse também é período de transmissão da conjuntivite, que passa de uma pessoa para outra. Não é comum ela ser transmitida pelo ar, o mais comum é o contato direto. Então, por exemplo, se você cumprimentou uma pessoa que estava com a mão contaminada com conjuntivite e passou as mãos nos olhos, você pode se autocontaminar. O que também pode ocorrer é, muitas vezes, em casa, deitar no sofá deitar ou na cama contaminada. Uma orientação muito importante: se alguém estiver com uma conjuntivite e for uma suspeita de uma conjuntivite infecciosa, precisa evitar o contato direto com outras pessoas. Nós recebemos muitos pacientes no consultório que a família vai passando de um para o outro, para o filho para a nora, até em outras casas de familiares. A conjuntivite pode ser, realmente, bem contagiosa e pode gerar sequelas na visão com cicatrizes. Em casos extremos, pode ser necessário até transplante de córnea. A higiene das mão e aquele velho ditado “não coloque as mãos nos olhos”, também é um fator protetor para você não se contaminar com uma conjuntivite. Além disso, no ambiente público, no shopping, se encostou na escada rolante, no corrimão, no ônibus, muitas vezes, você não sabe quem encostou ali em antes e pode se contaminar. Isso vai ocorrer se você levar as mãos sujas aos teus olhos. Então, a higiene das mãos é algo básico. E se você sabe que tem alguém da família que está com conjuntivite, eu oriento da seguinte maneira: é importante que a pessoa que está com conjuntivite lave bem as mãos e evite encostar em objetos de uso comum, e os outros familiares devem usar álcool gel e higienizar as mão sempre para evitar que essa infecção vá passando de um para outro de maneira a continuar gerando um sofrimento grande na família”, orienta o Dr. Geraldo Canto.


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conjuntivite, conjuntivite alérgica, conjuntivite viral, conjuntivite bacteriana