Tumor maligno nos olhos é uma dos cânceres mais comuns antes dos quatro anos de idade

Postado dia 19 de novembro de 2018
por Clínica Canto
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O retinoblastoma tem até 90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente

De acordo com informações do Inca, o câncer é a principal causa de mortalidade em crianças e adolescentes de até 19 anos de idade, representando 8% do total de óbitos. Não existem maneiras comprovadas para a prevenção do câncer na infância, mas o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. Para conscientizar a população, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil em 23 de novembro.   

O retinoblastoma, um tumor maligno que afeta a retina e pode acometer um ou os dois olhos, é um dos mais comuns, compreendendo de 2 a 4 % dos cânceres infantis, sendo mais comum antes dos quatro anos, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica. De acordo com a oftalmologista Ana Paula Canto, da Clínica Canto, esse tumor tem grandes chances de cura com o diagnóstico precoce. “Cerca de 90% dos casos de retinoblastoma detectados em estágio inicial conseguem ser curados. Porém, se for tardio, pode haver complicações, como perda do olho ou até falecimento da criança”, explica.

Os sintomas do retinoblastoma costumam ser fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), estrabismo, vermelhidão, redução do campo visual (a criança não enxerga o que está ao lado) ou o chamado “reflexo olho de gato”, que é quando a pupila fica branca em vez de vermelha nas fotografias com flash. “Esse último sintoma é chamado de leucocoria, que não é uma doença em sim, mas, pode ser um indicativo de retinoblastoma. Então, quando a criança estiver com esse ou qualquer outro sintoma, é hora de procurar um especialista”, alerta a Dra. Ana Paula Canto.

Contudo, o recomendado é um acompanhamento oftalmológico desde o nascimento, para tratar precocemente o retinoblastoma, que costuma ter causas hereditárias ou por mutação de genes. “O primeiro exame que deve ser feito é o Teste do Olhinho, realizado ainda na maternidade, um grande aliado para diagnosticar o retinoblastoma e outras doenças oculares congênitas”, salienta a oftalmologista. O exame é indolor, feito com um aparelho que incide uma luz direcionada para as pupilas do bebê, que faz a identificação o do Reflexo Vermelho. “Quando ele está presente e é homogêneo, considera-se o teste normal, já se estiver alterado, ficará esbranquiçado e é sinal de alguma doença”, acrescenta.

Tratamento do retinoblastoma

A criança com suspeita de retinoblastoma deve fazer uma avaliação oftalmológica completa, que inclui o exame de fundo de olho, pelo qual é possível uma melhor visualização da retina. “Esse exame é obrigatório, pois permite uma análise mais aprofundada do caso”, afirma a Dra. Ana Paula Canto. Ainda podem ser realizados ultrassom ocular, tomografia ou ressonância de crânio e órbita, quando necessário.

Caso a doença seja diagnosticada, é preciso avaliar o estágio em que se encontra o tumor, que pode estar localizado na região intraocular, afetando o nervo óptico ou apresentar metástase, para a escolha do melhor tratamento. Entre as terapias disponíveis estão aplicações de radiações ou substâncias nos olhos, radioterapia externa, quimioterapia e, em casos mais graves, a enucleação (retirada do olho). “É importante salientar que a escolha do tratamento sempre tem o objetivo de preservar a vida e a visão do paciente. E com os avanços das tecnologias de diagnóstico precoce e melhores opções terapêuticas, a sobrevida com o retinoblastoma tem melhorado muito nos últimos anos”, afirma Dra. Ana Paula Canto.


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leucocoria, retinoblastoma, tumor ocular