Uso indiscriminado de colírios pode desencadear problemas como crise de hipertensão

Postado dia 07 de novembro de 2018
por Clínica Canto
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A indicação médica é fundamental para evitar efeitos colaterais graves e avaliar doenças preexistentes

 A indicação médica é fundamental para evitar efeitos colaterais graves e avaliar doenças preexistentes 

Muitas pessoas têm costume de utilizar colírios, comprados sem receita médica, sempre que sentem os olhos ressecados ou vermelhos. Mas, essa atitude pode ter consequências perigosas, que incluem até aumento de pressão arterial. “O colírio é um meio de veiculação de uma medicação. Assim como existem diversos tipos de comprimidos, também existem diversos tipos de colírios para diferentes doenças. Sem orientação médica adequada, alguns colírios podem ter efeitos colaterais graves, como desenvolvimento de glaucoma, catarata e de uma crise hipertensiva. Além disso, existem colírios que são contraindicados para algumas doenças preexistentes”, ressalta Dra. Ana Paula Canto, oftalmologista da Clínica Canto.

 Um dos colírios que costuma ser muito utilizado indiscriminadamente é o que possui vasoconstritores em sua composição. Mas, para quem tem hipertensão, esse tipo de medicamento é contraindicado. “Eles fazem uma vasoconstrição dos vasos dos olhos, ou seja, tem como efeito deixá-los mais brancos, o que às vezes, é o atrativo do colírio. Porém, ele pode causar vasoconstrição de vasos sistêmicos, levando a uma crise hipertensiva arterial, isto é, aumentando muito a pressão arterial do corpo”, alerta Dra. Ana Paula Canto.

Segundo a oftalmologista, as doenças preexistentes são um dos fatores que influenciam na indicação de um colírio pelo oftalmologista “Assim como pessoas com hipertensão arterial não devem usar colírios com vasoconstritores, quem tem glaucoma não pode utilizar colírio de corticoide sem acompanhamento do oftalmologista e, inclusive, alguns colírios para glaucoma são contraindicados para quem tem asma”, exemplifica.

 Cada doença oftalmológica necessita de um colírio específico para o tratamento, que pode ser antibiótico, anti-inflamatório não hormonal, lubrificante, corticoide, imunossupressores, antialérgicos ou de tratamento para glaucoma e para quimioterapia ocular. “Somente o oftalmologista pode saber qual é o colírio indicado em cada caso. Além disso, alguns tratamentos necessitam de um acompanhamento”, explica Dra. Ana Paula Canto. “Caso uma pessoa utilize colírios de corticoide sem prescrição e sem acompanhamento, podem ocorrer glaucoma e catarata. Colírios antibióticos utilizados sem necessidade aumentam a resistência da bactéria a antibióticos, deixando-a mais ‘forte’ e dificultando o tratamento ou cura”, salienta.

Em alguns casos, os colírios podem continuar sendo utilizados pelo paciente sem um acompanhamento médico frequente. “Os colírios prescritos para a Síndrome do Olho Seco e as alergias oculares costumam ser um tratamento de uso contínuo. Mas, para saber qual o colírio correto, sem risco de contraindicações, é essencial consultar um oftalmologista”, aponta a oftalmologista.

Os cuidados também valem para as crianças. “No geral, as crianças não devem usar colírios que contenham corticoide em sua composição, salvo em alguns casos específicos, desde que prescrito e acompanhado pelo médico”, afirma Dra. Ana Paula Canto.

A oftalmologista lembra ainda que é fundamental sempre ficar atento ao prazo de validade dos colírios. “A validade escrita na embalagem e no rótulo se refere somente ao produto lacrado. Após aberto, essa validade muda, e pode ser de sete dias a seis meses. Essas informações sempre devem ser checadas na bula do colírio”, orienta a oftalmologista.


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